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A música como desabafo e superação de vida

  • Foto do escritor: Fabiana Araujo
    Fabiana Araujo
  • 5 de jan. de 2024
  • 3 min de leitura

Gabriel Vilella, morador da P4 , Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Conhecido pelo seu nome artístico como Bezouro, começou a escrever suas músicas em 2018, mas só gravou por volta de 2020/2021 por falta de oportunidade.


Sua primeira oportunidade começou quando estava em Brasília, quando abriram as portas de um estúdio para produzir suas músicas e foi quando lançou sua primeira música "Sobrevivente", que conta um pouco da dinâmica do lugar onde morou na Pavuna.


Em 2022, quando voltou para o Rio de Janeiro, Gabriel continuou a escrever e produzir suas músicas e foi quando lançou suas maiores obras como "Xota e Flows" e a música mais recente "Tempo Perdido".




Ele diz que se você canta o que não sente, ninguém sente algo quando você canta, por isso ele sempre buscar colocar um toque pessoal em cada música que escreve e no final acaba sendo um desabafo e esse "toque pessoal" acaba virando algo muito maior do que ele esperava.


Suas maiores referências na música são Borges, Djonga e Major RD. Mas ele disse que falar sobre referências é complicado, porque em cada momento da vida você se apega a uma referência diferente, que faça mais sentido ao momento que vocês está vivendo na vida. Bezouro diz que inicialmente sua maior referência era o Borges, porque ele é cria da Pavuna e cresceu muito próximo dele e de alguns amigos, e todos viram ele crescer através da música. O Djonga é sua maior referência, pois foi ele que o ensinou a escrever e como se faz, mas hoje em dia a sua referência musical é o Major RD, que foi um artista que ele viu crescendo do zero e ele diz que quer ser foda igual.


Para ele, a produção da música é a parte mais satisfatória do processo, ele ressalta que:


É quando você tira do pensamento e coloca em prática, então para ele é foda ver sendo moldado do jeito que você quer. As vezes dá um trabalho, mas o resultado não tem preço.

Ainda sobre o fazer Rap, Gabriel diz que acredita que todo mundo que faz rap atualmente tem a mesma motivação. Quando dizem que o Rap salva vidas, não é da boca para fora ou uma frase de efeito para ser colocado em um letreiro, é de fato real, porque ele sente que o rap mudou a sua vida.


Fora do rap eu sempre fui muito ligado a música , lembro que eu estava ouvindo uma, acho que era "centuries" de uma banda gringa, mas eu comecei a questionar como eu seria lembrado nesse mundo, se eu ia ter algum tipo de legado ou ia servir de modelo para alguém. Só com 17/18 anos eu consegui pensar numa resposta e comecei a fazer rap.

Sobre o futuro ele diz que é uma pergunta difícil de responder, as coisas mudam e objetivos acabam sendo outros, mas que imagina que lá na frente as coisas sejam mais fáceis através da música ou qualquer tipo de arte. Gabriel, espera viver o suficiente para virar inspiração pra alguém que passou pelas mesmas coisas que ele e deseja que essas pessoas vejam que ele conquistou tudo que eu quis porque acreditou no seu sonho e não parou por um minuto.


A mensagem que Bezouro deixa para os seus é:


Se eu servir de inspiração pra alguém foi porque toquei na consciência dela da mesma forma que tocaram na minha, então a mensagem que eu deixo é só de agradecimento. Se você se espelha em mim eu sei que estou cumprindo minha missão, sei que a vida está longe de ser um parque de diversão, mas aproveita os comerciais felizes e tenha fé em Deus que tudo sempre melhora.

Então, o legado do Gabriel, vulgo Bezouro é esse, servir de modelo para gerações futuras de forma positiva. Fazer com que os moleques da mesma área que ele escolham um um fone de ouvido e não uma pistola ou radinho.







 
 
 

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